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* População

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O termo “população” refere-se ao conjunto de indivíduos, acontecimentos ou outros objectos de estudo que o investigador pretende descrever ou para o quais pretende generalizar as suas conclusões e resultados, isto é, aqueles a que se aplicarão as conclusões do nosso estudo.

Não confundir os conceitos de População e de Amostra. O primeiro – População – refere-se à totalidade dos indivíduos que partilham uma ou mais características (nacionalidade, estatuto social, profissão, etc.) e o segundo – Amostra – refere-se a um subconjunto da População que se pretende estudar. A Amostra são os sujeitos que são seleccionados para serem entrevistados na nossa sondagem ou estudo de opinião e a População são todos os sujeitos a quem podemos generalizar e aplicar as conclusões desse nosso estudo.

Nalguns casos a definição de população é objectiva e noutros pode conter alguma indefinição. Por exemplo, num estudo sobre a “religiosidade da população portuguesa” a população são “os portugueses”. No entanto, esta definição da população alvo tem um nível de abstracção elevado. Para ter uma definição mais rigorosa da população teríamos que especificar, por exemplo, se nos referimos apenas aos portugueses que são filhos de pais portugueses ou se também se consideram os cidadãos que se tornaram portugueses por via de processos de naturalização; se nos referimos aos portugueses que residem em Portugal ou se incluímos também os que residem nos estrangeiro; se nos referimos aos portugueses de todas as idades ou apenas aos maiores de 18 anos; etc. Numa sondagem ou estudo de opinião é importante que a População que se pretende estudar seja definida de forma mais objectiva e concreta possível. Uma coisa é pretender estudar todos os portugueses e outra é pretender estudar apenas os portugueses que são eleitores, ou  aqueles que residem em Portugal. Uma definição objectiva da população é importante para a escolha da nossa Amostra e para a definição do âmbito dos resultados e conclusões do nosso estudo.

Numa eleição a População é o conjunto dos sujeitos que podem votar nessa eleição. Na maior parte das eleições os eleitores são previamente recenseados através da sua inscrição num caderno eleitoral que serve para identificar, controlar e registar os votantes e calcular as taxas de participação e de abstenção nessa eleição. Em Portugal o recenseamento eleitoral é feito sob a responsabilidade da Direcção Geral da Administração Interna e a legislação referente a este processo pode ser consultado no respectivo site (ver também o portal das sondagens da ERC). Por vezes, nomeadamente em países que estiveram em guerra ou onde o aparelho do Estado não está organizado e não controla todo o território, não existe um recenseamento prévio (pelo que não há um caderno eleitoral) e os eleitores são controlados através de uma marca feita com tinta indelével no acto de votação. Nestes casos não se conhece com exactidão a população e não é possível, por exemplo, calcular o nível de participação e de abstenção no acto eleitoral, nem definir com rigor científico uma amostra representativa dessa população para realizar uma sondagem.

Nas eleições que visam eleger representantes para órgãos do poder político nacional ou autárquico, os eleitores (a População do estudo) são todos os cidadãos com capacidade eleitoral activa. Em Portugal a definição relativa a quem, em cada tipo de eleição – presidencial, legislativa ou autárquica -, tem capacidade eleitoral activa é feita através das respectivas leis eleitorais que podem ser consultadas no site da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Noutro tipo de eleições, nomeadamente para órgãos de gestão de instituições ou associações, a definição de quem tem capacidade eleitoral activa é feita nos respectivos estatutos ou regulamentos.

Nos estudos de opinião a População considerada é, na maior parte das vezes, circunscrita em função de determinado(s) critério(s):  sujeitos residentes numa dada área geográfica; pertencentes a determinado(s) estrato(s) social(is) ou académico(s); de uma (ou mais) faixa(s) etária(s); do sexo masculino ou feminino;  beneficiários de um determinado serviço ou bem; consumidores de um determinado tipo de produtos, etc.

A estimativa sobre o tamanho da População que queremos estudar (por exemplo, portugueses, emigrantes, homens, mulheres, jovens, idosos, reformados, activos, estudantes do ensino superior, etc, etc.) é, na maior parte dos casos, feita com recurso a informações fornecidas pelo Instituto Nacional de Estatística. O último CENSO é, na generalidade dos casos, a fonte desses dados. A base de dados PORDATA também é um bom recurso para obter estes (e outros) tipo de dados (para o caso das sondagens o Portal das Sondagens da ERC também fornece informações relevantes). Existem ainda uma multiplicidade de outros organismos que dispõem de dados estatísticos detalhados sobre populações específicas (por exemplo, estudantes, doentes, idosos, beneficiários de apoios sociais, etc.).

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